Lou Reed ensinou-me que a honestidade inflexível é uma ferramenta muito poderosa na composição de canções.
E assim nasce Lorde.
E assim nasce Lorde.
Viciante.
Quando fico viciada na melodia. Quando deixo que os sons percorram a minha corrente sanguínea e deixo que cada batida corresponda acertadamente ao batimento cardíaco. Quando respiro intensamente, por cada agudo e grave, e deixo o corpo estremecer à medida que o volume aumenta. Quando sinto a adrenalina subir com o mais pequeno assobiar. Quando sinto toda a musicalidade a fluir em mim.... Quando tudo isto acontece, tem de ser mais do que a música...
Afinal filhos de milionários também sabem cantar, não se resignam à prepotência do seu título. Já foi Lizzy Grant, abreviado de Elizabeth, andou entre advogados e entendidos na matéria a definir o melhor nome para o seu estilo. A aparência presa nas décadas de 40 e 50, esta semelhança a Lana Turner inspirou-lhe em conjunto com Ford Del Rey o nascer deste burburinho cibernético que é o seu fenómeno. Lana Del Rey. Sobressai-lhe a voz quente, intensa que emerge nas letras depressivas de amores não correspondidos.
Uma boa maneira de acabar o ano, a enterrar os ditos merecidos.Com um pouco de yayo...
Uma boa maneira de acabar o ano, a enterrar os ditos merecidos.Com um pouco de yayo...
A não reinvenção pode ser castigo. Após o sucesso ensurdecedor de You've got the Love por Florence and the Machine, fica aquém da capacidade reinterpretativa da artista. Simples continuidade do trabalho anterior. Talvez tenha faltado tempo para amadurecer as melodias, talvez tenha escapado às aulas de música. Talvez. Ainda assim, Shake it Out é uma lufada de ar fresco quando precisamos de sarar feridas, aumentar os decibéis e libertar as angustias da alma. Afinal, ao fundo do túnel há sempre luz.
Ceremonials. A 31 de Outubro no Reino Unido.
Ceremonials. A 31 de Outubro no Reino Unido.
Faço das palavras do blogue Altamont, as minhas.
Cá está, mais um fresco, para as tardes de verão. Em crescente sonoridade, só não cresce a compreensão acerca do nome da banda. Talvez o charme comece aí. E mais não digo. The Rural Alberta Advantage.
Não fosse eu absurda por novidades frescas fresquinhas, que os Vaccines ter-me-iam passado completamente ao lado. Imbuído daquele saudosista espírito londrino, pop com guitarras em amena algazarra que vive com os constantes dilemas de uma juventude perdida, irra, que acordam a crença de que afinal ninguém anda a dormir na esfera musical inglesa.
«Post break-up sex» assenta tão bem nos descampados do Super Bock como num coração descomprometido num fim de tarde de Verão. Aceleremos para celebrar esta boa fase... Eu rendo-me. E respondendo à querela «what did you expect from The Vaccines», caríssimos, tenho a dizer rien de rien a não ser essas boas vibrações roqueiras que andavam em falta.
«Post break-up sex» assenta tão bem nos descampados do Super Bock como num coração descomprometido num fim de tarde de Verão. Aceleremos para celebrar esta boa fase... Eu rendo-me. E respondendo à querela «what did you expect from The Vaccines», caríssimos, tenho a dizer rien de rien a não ser essas boas vibrações roqueiras que andavam em falta.
Porque filho de peixe sabe nadar, Dhani Harrison, filho de um dos Beatles, segue a visão do pai em voltar a formar a dreamteam como os Traveling Wilburys. Ben Harper, Joseph Arthur são os irmãos musicais de Harrison, acompanhados pelo Dalai Lama da percussão Jim Keltner.
A suavidade das notas em concordância com os vocais, remetem-me a momento de relaxamento e vagueio da psique. Gosto. Bastante. Merece a minha especial atenção Fistful of Mercy, provavelmente a mais lírica de todo o álbum.With Whom You Belong, Restore me, In Vain or True bem como a As I Call You Down tornam, na minha atenta audição, este álbum como um dos meus favoritos.
A suavidade das notas em concordância com os vocais, remetem-me a momento de relaxamento e vagueio da psique. Gosto. Bastante. Merece a minha especial atenção Fistful of Mercy, provavelmente a mais lírica de todo o álbum.With Whom You Belong, Restore me, In Vain or True bem como a As I Call You Down tornam, na minha atenta audição, este álbum como um dos meus favoritos.
Coincidência ou não o indie rock dos The Drums já perdeu a minha presença por duas vezes. Há sempre um obstáculo. Ainda assim, padeço de band crush. O Verão mais triste de sempre, acelerado por eles, num estilo de surf norte-americano dos anos tardios 50, fazem-me querer invadir no seu submarino pelo álbum abaixo. Logo agora que chove, faz frio. Um bom domingo a escrever à custa dos The Drums.
Eis a segunda rodada de Band Crush. Um conto de fadas, um tanto ou quanto exuberante que remete a uma sonoridade aveludada. Reminiscências de Blondie ou Phoenix são evidentes neste cruzamento da banda inglesa Lover Lover. O ínicio dos anos 90 alia-se ao histórico folk e o produtor dos Empire of the Sun, Nicholas Littlemore, depressa soube aproveitar este duo - de amantes quiçá - para os lançar num sucesso próximo com o single Freebirds.
Ouvir aqui.
Ouvir aqui.
Miúdas de biquíni, espírito descontraído, óculos de sol, rapazes atrevidos, letras jovais e muita diversão pelo meio é assim que vejo a banda de indie rock Best Coast. Liderada por Bethany Constantino, Best Coast é sem dúvida a melhor costa para terminar o Verão. Depois do seu curto pavio em Pocahaunted e de uma vida sensivelmente deprimente na cidade de todos os sonhos, Nova Iorque, esta menina rebelde decide voltar a casa e na companhia de Bobb Bruno criar as músicas soalheiras do álbum Crazy for You.
Porque passa na Radar e eu gosto.
Porque o ritmo fica na cabeça.
Porque é Pete Yorn.
Porque a Scarlett nem está mal.
Porque o ritmo fica na cabeça.
Porque é Pete Yorn.
Porque a Scarlett nem está mal.


